Brasil: Super El Niño pode provocar até 13,3 mil mortes no Brasil, aponta relatório

O calor extremo provocado pelo Super El Niño pode causar 13,3 mil mortes no Brasil, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, segundo relatório do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago. No estado do Rio de Janeiro, a projeção indica pouco mais de 200 óbitos adicionais, com pico entre janeiro e fevereiro do próximo ano (2027).

O Brasil integra a lista de países mais afetados pelo fenômeno de aquecimento anormal das águas do Pacífico, iniciado em junho de 2026. Globalmente, o evento pode gerar 451 mil mortes adicionais até fevereiro de 2027. O país ocupa a quinta posição no ranking de óbitos estimados, atrás de Índia, Sudão, Indonésia e Nigéria.

As projeções indicam que os dias de calor extremo devem quase dobrar até fevereiro, com temperaturas pelo menos 1,2°C acima do normal. O período mais crítico abrange o verão, de dezembro de 2026 a fevereiro de 2027. Estados como Pará (2,3 mil), Maranhão (1,3 mil), Amazonas e Bahia (1,2 mil cada) concentram os maiores impactos. No Rio de Janeiro, a estimativa aponta aproximadamente 210 mortes.

Cientistas alertam que o episódio serve de amostra para condições climáticas futuras mais frequentes e recomendam medidas como alertas de calor, centros de resfriamento, pontos de hidratação e proteção de populações vulneráveis e trabalhadores.

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