O chef e empresário gaúcho Marcos Livi, sócio-fundador do grupo Bah, revelou que a tentativa de implementar a escala 5×2 em parte de seus negócios não obteve o sucesso esperado. O modelo foi testado em caráter experimental entre janeiro e março de 2026, mas acabou revertido após apresentar dificuldades operacionais, financeiras e de adaptação das equipes.
Livi, que administra oito empreendimentos e emprega mais de 150 funcionários, aplicou o teste em cinco restaurantes e um hotel distribuídos por São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Segundo ele, a manutenção da carga horária de 44 horas semanais exigiu o aumento da jornada diária, o que desestruturou a rotina pessoal dos colaboradores, especialmente daqueles com filhos ou estudantes.
Além do fator humano, o empresário apontou prejuízos diretos ao funcionamento dos estabelecimentos. Para cobrir as folgas extras, foi necessário contratar um terceiro funcionário para cada dois já existentes, elevando os custos. A divisão das gorjetas também diminuiu, já que entre um número maior de colegas resultou em ganhos menores para os trabalhadores. O empresário afirmou que o retorno ao modelo anterior gerou “alívio” na equipe.
O teste foi motivado pelo debate nacional sobre o fim da escala 6×1. O empresário criticou as propostas de mudança obrigatória na jornada de trabalho, classificando a pauta como “eleitoreira”. Na visão de Livi, alterações impostas por lei podem comprometer a qualidade dos serviços e colocar postos de trabalho em risco, dada a complexidade de adaptação do setor de gastronomia e hotelaria.











