O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou uma notícia-crime contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Caso a denúncia seja aceita pelo ministro Alexandre de Moraes, Zema passará a ser o segundo potencial adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026 a responder a uma ação na Corte a menos de seis meses do pleito.
O primeiro alvo de investigação no STF entre os nomes da oposição foi o senador Flávio Bolsonaro (PL). O parlamentar é investigado por suposta calúnia contra o presidente Lula, motivada por publicações em redes sociais.
A representação contra Romeu Zema também se baseia em atividades do governador em plataformas digitais. O conteúdo de uma postagem feita pelo mineiro foi classificado como um “ataque” ao Supremo Tribunal Federal.
Atualmente, os dois políticos figuram em diferentes patamares nas pesquisas de intenção de voto para a sucessão presidencial. Em um lado Flávio Bolsonaro é o principal nome da oposição nos levantamentos, por outro Romeu Zema, embora ocupe a quarta colocação nas pesquisas, tem sido cogitado como possível vice na chapa de Flávio.
A tramitação desses processos pode impactar diretamente a viabilidade das candidaturas. Se houver condenação por um órgão colegiado do STF, tanto Zema quanto Flávio Bolsonaro correm o risco de serem declarados inelegíveis para a disputa de 2026.
O cenário brasileiro guarda paralelos com a situação política recente da Venezuela. No país vizinho, adversários de Nicolás Maduro foram declarados inelegíveis, restando a vaga para Edmundo González. Na ocasião, a oposição denunciou que a vitória de González teria sido subtraída pelo atual regime venezuelano.











