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Opinião: em Itaperuna motoristas preferem bater do que frear

Opinião: em Itaperuna motoristas preferem bater do que frear

Não é parte da dinâmica deste site informar sobre acidentes de trânsito ou mortes trágicas. Optamos por essa abordagem como forma de respeitar os envolvidos nas ocorrências. Certamente pessoas nessa situação já tem coisas demais para se preocupar no momento. Nem por isso, entretanto, deixamos de saber o que ocorre nessa seara.

São dezenas de acidentes, noticiados ou não, que ocorrem semanalmente por toda a cidade. Muitos deles, infelizmente, fatais. Um prejuízo humano e material incalculável gerado apenas por problemas no trânsito.

Tornou-se normal culpar apenas a grande presença de caminhões pelos problemas de trânsito na cidade. É preciso considerar que boa parte da culpa vem dai mesmo, mas existem problemas que em nada tem haver com isso. Sinto-lhe informar, a culpa também não é apenas do poder público.

Os condutores de motos e carros parecem acreditar que o município ainda é pequeno e por isso mesmo não tem problema algumas pequenas violações nas regras de trânsito. Agora se os motoristas apenas pensam, os pedestres tem a mais absoluta certeza.

Algo que tem chamado particularmente a nossa atenção é a aversão ao uso do freio. Entre as dezenas de acidentes que presenciamos ou acompanhamos via redes sociais, um enorme número deles poderia ser evitado se uma das partes tivesse apenas freado o veículo que conduzia.

O mais constrangedor é que não existe qualquer motivo razoável para justificar o não uso do freio. A cidade não é grande o suficiente para se dizer atrasado demais ou longe demais do destino. Também não há emergência que esteja a mais de 15-20 minutos de distância. Diante de uma situação desafiadora no trânsito, entretanto, parece que a falta de bom senso soma-se a falta de noção e o cidadão opta pelo risco de bater a simplesmente frear.

Não são raros os vídeos de abalroamento, colisão ou choque onde diante das imagens só é possível concluir que uma das partes se recusou a diminuir a velocidade. O problema dessa postura é que ainda que não ocorram grandes fatalidades ou prejuízos, certamente haverá dor de cabeça.

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