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PP e Republicanos no Governo Lula – crise de duas pontas

PP e Republicanos no Governo Lula – crise de duas pontas

Nas últimas três semanas os partidos Republicanos e PP estão vivenciando uma crise interna juntamente com o Governo Lula. O Presidente da Republica quer reforçar sua base no Congresso, em particular a Câmara dos Deputados, por isso tem buscado apoio nos partidos do Centrão (do qual o Republicanos e o PP fazem parte). Para obter apoio do Centrão, entretanto, Lula precisa encaixar os partidos na esplanada dos ministérios, que já está lotada. Já os partidos do Centrão vivem uma crise interna, pois a maioria dos seus deputados são bolsonaristas declarados e se opõe a uma aliança com o PT de Lula.

A reforma para encaixar o Centrão dentro do Governo Federal começou com a entrada de Celso Sabino (União Brasil) para o Ministério do Turismo. Para nomear Sabino, que é bolsonarista, foi necessário desalojar a Deputada Daniela Carneiro, aliada de primeira hora de Lula, o que assustou os aliados do petista no Congresso. Só que a troca atendeu apenas o União Brasil, resta ainda o PP e o Republicanos. Para alojar os dois partidos Lula terá que decidir se irá cortar ministérios de aliados (PSB) ou da sua cota ideológica, desagradando a um dos lados.

A crise nos partidos, entretanto, é uma crise majoritariamente de militância. O Republicanos já sinalizou fidelidade a Lula recentemente ao trocar dois dos seus parlamentares da CPI do MST. A troca, por outro lado, não foi bem recebida pelas bases do partido que passaram a pressionar Tarcísio de Freitas (Governador de São Paulo) e Damares Alves (Senadora pelo Distrito Federal) para que troquem de partido. Ambos estão no Republicanos, mas são bolsonaristas de carteirinha. Tarcísio já inclusive externou insatisfação com a entrada do Republicanos no Governo Lula, mas a eventual troca pelo PL de Valdemar ainda está em estágios iniciais.

O Governador de São Paulo sabe que seu partido topa entrar no Governo Lula se receber o comando do Ministério de Portos e Aeroportos, hoje sob o comando de Márcio França (PSB). A pasta é a responsável por controlar o Porto de Santos, última joia que falta na coroa de Tarcísio para governar integralmente o estado de São Paulo da maneira que achar apropriada, por ele isso está indo bem devagar com a ideia de trocar de partido. Afim de acalmar os ânimos Marcos Pereira, Presidente Nacional do Republicanos, já avisou que o partido vai se manter independente mesmo que ganhe uma fatia da esplanada.

A inclusão do PP na base governista é mais confortável do ponto de vista da sua militância, considerando que a sigla não tem grandes bolsonaristas filiados. A oposição ao Governo Lula dentro do Progressista é feita de forma mais aberta pelo seu Presidente Nacional, Ciro Nogueira (PP-PI), que foi ministro de Bolsonaro. Arthur Lira (PP-AL), Presidente da Câmara dos Deputados, tem operado como moderador entre os bolsonaristas e aqueles que querem aderir ao governo petista. Sempre que o PT tenta contornar as lideranças do PP e enfraquecer Nogueira, o Presidente da Câmara barra a iniciativa. Na relação com Lula, por outro lado, Lira tem forçado a indicação de Bolsonaristas guela abaixo do petista, aproximando seu partido do governo.

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