Em mensagem de vídeo o Papa Leão XIV reiterou a condenação da Igreja Católica à pena de morte e a todas as formas de violência contra a vida. O pronunciamento foi direcionado a um evento comemorativo na Universidade DePaul, em Chicago, que celebrou os 15 anos da abolição da pena capital no estado de Illinois, nos Estados Unidos. O encontro contou com a presença da Irmã Helen Prejean, reconhecida ativista global pela causa.
O Pontífice destacou que a dignidade da pessoa humana não é perdida mesmo após a prática de crimes graves. Segundo o Papa, os sistemas de detenção atuais podem ser eficazes para proteger a sociedade sem retirar do indivíduo a possibilidade de redenção. “É possível proteger o bem comum e salvaguardar os requisitos da justiça sem recorrer à pena capital“, afirmou Leão XIV, unindo-se aos movimentos que buscam a erradicação dessa prática em todo o mundo.
O estado de Illinois aboliu a pena de morte em março de 2011, tornando-se o 16º estado norte-americano a adotar a medida. A decisão baseou-se em argumentos sobre a falta de credibilidade do sistema, os altos custos e o risco de execução de inocentes. Dados de 2025 do Centro de Informações sobre a Pena de Morte (DPIC) indicam que 23 dos 50 estados dos EUA não preveem mais essa punição.
No cenário global, o relatório de 2024 da Anistia Internacional aponta que cerca de 86 nações ainda realizam execuções. O Papa reforçou que o direito à vida é o fundamento de todos os outros direitos humanos e deve ser protegido desde a concepção até a morte natural. A mensagem de vídeo sucede declarações semelhantes feitas pelo Pontífice durante coletiva de imprensa realizada na última quinta-feira, no voo de retorno de sua viagem à África.











