Mundo: Vaticano ameaça grupo dissidente com excomunhão por ordenações ilegais de Bispos

O Vaticano emitiu um alerta rigoroso nesta semana contra a Fraternidade São Pio X, grupo católico ultratradicionalista sediado na Suíça. A Santa Sé advertiu que a organização corre o risco de sofrer excomunhão caso leve adiante o plano de ordenar novos bispos sem o consentimento formal do Papa Leão XIV.

Esta é a primeira vez que o atual pontificado utiliza a ameaça da punição mais severa da Igreja Católica. O cardeal Victor Fernandez, chefe do escritório doutrinário do Vaticano, afirmou que a consagração não autorizada configuraria um cisma — uma ruptura formal e definitiva com a autoridade papal.

A Fraternidade São Pio X, que conta com 733 sacerdotes globalmente, rejeita as reformas do Concílio Vaticano II (anos 1960), incluindo a celebração da missa em idiomas locais. O grupo defende a manutenção exclusiva do rito em latim.

O fundador do grupo, arcebispo Marcel Lefebvre, foi excomungado por João Paulo II após realizar ordenações semelhantes. Posteriormente, o Papa Bento XVI chegou a revogar as excomunhões em um esforço de diálogo, mas o impasse doutrinário persistiu.

Segundo o Direito Canônico, a consagração de um bispo sem mandato apostólico gera excomunhão automática (latae sententiae) tanto para quem ordena quanto para quem é ordenado. Na prática, os punidos: ficam impedidos de receber ou administrar sacramentos, excluídos de exercer cargos ou funções eclesiásticas e perdem o direito a funerais católicos, caso não manifestem arrependimento antes da morte.

A liderança da fraternidade pretende realizar as ordenações em julho, alegando a necessidade de expandir seus quadros. Para o Vaticano, contudo, o ato representa uma “grave ofensa contra Deus” e uma violação do princípio de unidade da Igreja.

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