Brasil: El Niño tem 82% de chance de produzir impactos extremos no país até 2027

A Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) atualizou suas projeções climáticas e elevou para 82% a probabilidade de formação do fenômeno El Niño entre os meses de maio e julho deste ano. Os modelos estatísticos do sistema CFSv2, atualizados com dados coletados na primeira quinzena de maio, apontam que o aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial deve se consolidar nos próximos meses. A previsão indica que o fenômeno permanecerá ativo até o final de 2026 ou início de 2027, período que coincide com o inverno do hemisfério norte.

Para o território brasileiro, as projeções sinalizam impactos climáticos assimétricos dependendo da região geográfica. As regiões Norte, Nordeste e a cobertura da Amazônia Legal devem enfrentar alto risco de estiagem prolongada, redução expressiva nos índices pluviométricos e consequente aumento na frequência e na intensidade de incêndios florestais. O litoral nordestino, que registrou volumes de chuva acima da média histórica entre abril e maio de 2026 — com acumulados elevados em estados como Paraíba, Alagoas e Sergipe —, deve sofrer uma inversão no padrão meteorológico, passando a registrar precipitações abaixo da média nos próximos meses decorrente do avanço do fenômeno.

Em contrapartida, a região Sul do Brasil apresenta tendência de receber volumes de chuva significativamente mais intensos. Os modelos alertam para o risco de tempestades severas e enchentes históricas, em um padrão semelhante ao desastre climático observado no Rio Grande do Sul. O pico de intensidade do El Niño para a metade sul do país está projetado para ocorrer entre os meses de setembro e dezembro de 2026.

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