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Argentina – entre a dor intensa, mas passageira ou a dor branda, mas constante

Argentina – entre a dor intensa, mas passageira ou a dor branda, mas constante

Quase tão velha quanto a estória da Estrada do Contorno de Itaperuna é a crise pela qual passa o grande irmão do sul, a Argentina. Muito lembrados pelo seu futebol e sua rivalidade com o Brasil, os hermanos tem que lidar com uma enorme problema fiscal desde antes do nosso tetracampeonato.

Falar de FMI (Fundo Monetário Internacional) para os brasileiros é tocar em um assunto dos distante anos 90. Uma sigla que virou memória na cabeça de quem já tem mais de 30 anos. Já para os argentinos o FMI tem literalmente um peso cotidiano.

A mais nova tentativa do país da prata de resolver a crise foi a escolha, no ano passado, de Javier Milei como seu novo presidente. Milei prometeu, no momento da sua posse, uma espécie de sangue, suor e lágrimas na persecução de uma solução para o seu país. Desde então seu governo tem promovido um verdadeiro desmonte do estado argentino e suas politicas públicas desenvolvidas ao longo dos últimos 70 anos.

São privatizações, fim do controle de preços, corte de gastos públicos, cambio flutuante, encerramento dos programas protecionismo, etc. Não sem motivo o país enfrenta um choque enorme ao se deparar com o tamanho do problema que irá enfrentar nos próximos anos. Por isso mesmo greves e paralisações gerais já tem acontecido desde o início do mandato do novo presidente.

Milei não dá o menor sinal de que irá recuar e segue aplicando a formula liberalizante que deu certo onde foi implementada. Para ele o remédio, embora seja amargo, é o necessário para que o paciente se cure. O ponto é que o povo argentino, acostumado a um dor branda, porém constante, pode decidir que não está pronto para essa dor profunda, mas passageira, sugerida como tratamento pelo seu presidente.

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