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Opinião: A interdição do Fluminense e a mania de atirar pedra no telhado dos outros

Opinião: A interdição do Fluminense e a mania de atirar pedra no telhado dos outros

Na última quinta-feira (19/10) Itaperuna amanheceu com a notícia de que o açougue de um Supermercado do Grupo Fluminense havia sido interditado por uma operação conjunta do Ministério Público e da Vigilância Sanitária. Naturalmente a notícia ganhou a manchete dos principais meios de comunicação de Itaperuna e região e foi intensamente repercutido e comentado pela população.

No meio deste vendaval que passou pela cidade um fato curioso e muito triste nos chama atenção. Embora grande parte da população esteja realmente indignada e com razão, pois são consumidores destes produtos, conseguimos perceber que algumas pessoas aproveitaram do ocorrido para tentar transformar um erro pontual do supermercado em algo que desabone a empresa como um todo. O Grupo Fluminense, pelo seu tamanho, certamente está entre os maiores empregadores da cidade. Um problema nesta empresa afeta toda a ordem econômica do município. Não há, portanto, nenhuma razão para se comemorar com este ocorrido.

Não, não estamos tentando minimizar a situação! Apenas dizer que precisamos ter em mente que todos podemos cometer erros e ficar debaixo de um telhado de vidro. Assim como aconteceu com essa rede de supermercados, pode acontecer com qualquer comerciante se uma fiscalização for inspecionar seu comércio. Até mesmo com algum cidadão se, por exemplo, houver um denúncia que sua casa foi construída de forma irregular (como são 90% das construções no Brasil).

A mensagem que queremos passar com esta matéria é que vivemos em um país extremamente burocrático e que isso cria dificuldades adicionais para todos os empresários. Sim, se erros existem, eles precisam ser corrigidos! Agora enquanto uma parte da audiência resolveu fazer uma caça-as bruxas com o erro do Fluminense, é precisa se lembrar que na imensidão de regras o telhado de qualquer um também pode ser de vidro.

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