O Papa Leão XIV incluiu uma citação direta da obra O Senhor dos Anéis, do escritor britânico J.R.R. Tolkien, no texto de sua nova encíclica, intitulada Magnifica Humanitas. A menção ao personagem Gandalf consta no parágrafo 213 do documento oficial do magistério da Igreja Católica, utilizado pelo pontífice para abordar temas como responsabilidade, tecnologia e a resistência ao mal em períodos de adversidade.
O trecho reproduzido na encíclica baseia-se em um dos discursos do mago Gandalf: “Não nos cabe dominar todas as marés do mundo, mas fazer o que está ao nosso alcance para socorrer os anos em que fomos colocados…”. Na sequência do texto, o próprio Papa Leão XIV complementa a reflexão ao escrever que “a civilização do amor não surgirá de um único gesto grandioso ou espetacular, mas da soma total de pequenos e constantes atos de fidelidade”.
A inclusão da frase insere formalmente a obra de Tolkien na Doutrina Social da Igreja. Diferente de menções em homilias ou entrevistas informais, a encíclica compõe o ensinamento ordinário e os documentos oficiais do magistério papal. O autor da trilogia, J.R.R. Tolkien, era um católico praticante com frequência litúrgica diária e chegou a definir O Senhor dos Anéis como uma obra de fundamentos religiosos e católicos.
Antes do atual pontificado, o Papa Francisco também já havia feito referências aos escritos de Tolkien. Com o novo documento de Leão XIV, a mensagem sobre a responsabilidade do indivíduo de agir com fidelidade dentro do tempo e do espaço em que está inserido passa a integrar os textos formais do Vaticano.










